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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Mais sobre a moda indie!

Em um universo marcado por modismos e novas tendências, fugir dos padrões acaba sendo regra na cultura indie. Portanto, não se assuste caso encontre pela rua grupos de pessoas que criam estilo próprio de se vestir. Nesse caso, a pouca combinação, o excesso de cores e peças do tempo da vovó são muito bem-vindas. E por que não?

Lugares preferidos para se fazer compras? Certamente os brechós.

Aqueles que fazem a linha mais retrô têm sempre no guarda-roupa ternos das mais variadas estampas e estilos. De cores fortes a listras e xadrez, quanto mais antigo melhor. Os jeans de cintura baixa e bem justos e as camisetas surradas também são característicos entre esse público. Vale abusar das cores fortes e estampas chamativas, que vão desde frases em inglês a imagens de sua banda favorita.

Entre os indies mais modernos, a grife Adidas acaba sendo muito mais do que um simples acessório. A marca está presente tanto nos calçados quanto nas camisetas e jaquetas, formando um estilo "esporte chique" moderno.

Se você encontrar pelas ruas alguém com um corte de cabelo pra lá de exótico e tiver a sensação de que a pessoa mandou a ver na tesoura sem a ajuda de um profissional, não se assuste. Você pode estar diante de um indie. Alguns preferem usar e abusar de cortes inspirados no visual de bandas britânicas dos anos 60. Escolher, por exemplo, o Beatle favorito e cortar o cabelo igual ao dele é uma tendência. As franjas desfiadas e de tamanhos diferentes também são comuns. Estes tipos de cortes, que seguem a linha underground, vêm acompanhados pelas costeletas ou até mesmo os tradicionais "mullets"? da década de 80.

Ao contrário do que muita gente possa imaginar, o All Star é um acessório abominado pela maioria dos indies, que o associam como um instrumento rotulativo do universo grunge. Será? Para eles, as botas e os sapatos tirados do fundo do baú são a melhor opção. Mas isso também não pode ser encarado como regra, já que muitos fazem do famoso tenis da estrela uma peça indispensável no guarda-roupa.

As mulheres podem seguir a linha da vocalista do Yeah Yeah Yeahs, Karen O, Nick Zimmer, (foto) e fazer do vestido sua grande ferramenta visual, com cortes na altura do joelho e cores fortes. Eles têm estampas variadas e tecidos diferenciados. Nesse caso, o que vale mesmo é a criatividade.

Se para outras tribos os óculos não passam de um complemento, para os indies são muito mais do que fundamentais. Do estilo Ray Ban às armações coloridas e lentes diferentes, o acessório garante um visual cult.

Continua…

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mais sobre os MODS

Você pode nunca ter ouvido falar na palavra mod, mas já deve ter escutado alguma música ou reparado no estilo de algum filho dessa cultura que surgiu na Inglaterra no início dos anos 60.
A abreviação de "modernismo" foi mais um movimento jovem que englobou comportamento, bandas e estética peculiar. Eles se vestiam bem: terninhos italianos e cabelos penteados. A intenção em se mostrarem sofisticados era tanta que os garotos procuravam os alfaiates para apertar ainda mais os ternos. Alguns vestiam o jeans ainda molhado para que assim, ele se ajustasse melhor ao corpo...

Não eram ricos, mas figuras que trabalhavam para se auto-sustentar. "Eles procuravam utilizar as ferramentas que a sociedade fornecia para conseguir espaço para seu entretenimento. O grande consumo de moda também fazia parte da rotina", explica Sandro Garcia, baixista do "The Charts", a principal banda mod do Brasil. Segundo o músico, há uma frase mod que diz: "se manter elegante nas piores circunstancias possíveis".
O conflito juvenil, a frustração, o amor platônico eram desenrolados na música. O The Who, foi a principal banda mod, responsável por hinos juvenis. Outras bandas mod como The Jam, The Kinks, Small Faces, Troggs, também não dispensavam os ternos ajustados e bebiam na fonte da música negra americana, como o R&B, jazz e a soul. Até David Bowie, quando liderava a banda David Jones and The King Bees era um mod.
Assim como todos os movimentos culturais de juventude, como o punk, hippie ou raver, os mods se diluíram e suas influências tanto musicais como visuais se ramificaram para as gerações seguintes. Mas é certo que há uma pontinha de modernismo no showbizz, que parece estar ressurgindo nesta década. Sandro, de 37 anos, que o diga. Sua banda, The Charts, extinta nos anos 90, está voltando à ativa.
Bandas com influências mod são destaque na imprensa. Algumas aproveitaram o som e as ideologias. Outras são visivelmente afetadas pela cultura do terninho. Cachorro Grande, Strokes, uma infinidade de representantes do britpop também ganham um visual retrô. Diga-se de passagem que o terno é a roupa oficial do rock inglês. Tudo graças aos mods.

Continua…